No fragmento acima, a articulação entre as orações estabelece uma relação de oposição concessiva. Assinale a opção que reescreve o fragmento de forma a preservar corretamente esse sentido original:
- A) A lei alcança sua legitimidade por meio do discernimento coletivo, na medida em que atua exclusivamente como controle individual.
- B) Apesar de a lei ser legitimada pelo intérprete singular, por isso ela se restringe a um mero controle de ordem social.
- C) A legitimidade da lei decorre da interpretação individual do magistrado, conquanto ela tenha sido concebida como instrumento de regulação coletiva.
- D) Como a lei é um instrumento de controle coletivo, segue-se que sua legitimidade prescinde do discernimento individual do julgador.
- E) Posto que o discernimento singular do intérprete neutralize o controle coletivo, a lei passa a ser considerada uma norma ilegítima.
Ao analisar as consequências da busca por consensos imediatos no mundo contemporâneo, o autor do texto 'O peso da opinião consensual' sugere que a perda da autonomia individual ocorre quando o sujeito:
- A) enfrenta de modo solitário a dor de duvidar das certezas instituídas pelo seu próprio círculo social.
- B) se recusa a partilhar de polarizações mecânicas em momentos de extrema perplexidade social.
- C) recorre à censura formal como único expediente capaz de resguardar a integridade de sua expressão crítica.
- D) adota posturas flexíveis que privilegiam a análise detida de correntes ideológicas distintas.
- E) adere passivamente a opiniões pré-formatadas para evitar o desconforto que o livre questionamento impõe.
A contradição intrínseca à busca do homem por aceitação social, conforme exposta no texto 'O peso da opinião consensual', pode ser corretamente exemplificada pela seguinte passagem:
- A) "O homem contemporâneo, acuado pela velocidade das redes, tende a abdicar de sua própria reflexão."
- B) "Esse conformismo confortável poupa o indivíduo do esforço doloroso de duvidar."
- C) "O peso da opinião consensual"
- D) "um automatismo moral que julga ser virtuoso, mas que constitui a mais profunda negação da sua autonomia."
- E) "tende a abdicar de sua própria reflexão crítica para abraçar julgamentos prontos."
Ao exaltar a relevância da prudência na conduta humana no texto 'A prudência e a ação', o autor busca, no entanto, relativizar a eficácia absoluta dessa virtude quando adverte o leitor sobre o seguinte aspecto:
- A) "A prudência é, sem dúvida, o farol das grandes decisões humanas."
- B) "se levada ao extremo, converte-se em paralisia e medo disfarçado de virtude."
- C) "Devemos, portanto, cultivá-la como a mais segura das conselheiras."
- D) "permite-nos antever os perigos da jornada."
- E) "O homem equilibrado deve saber quando escutar a voz da prudência."
Ao término do texto 'A prudência e a ação', deduz-se que as orientações sobre o equilíbrio entre a prudência e a ousadia são direcionadas àqueles que ainda buscam a autocompreensão, pois o homem plenamente sábio:
- A) compreende espontaneamente a medida exata entre o agir e o conter-se, prescindindo de manuais de conduta.
- B) despreza a prudência por considerá-la um entrave incompatível com a grandiosidade de seu destino.
- C) deve sempre submeter suas escolhas à avaliação de terceiros para garantir a correção moral.
- D) acredita que a segurança absoluta é a única meta digna de uma existência virtuosa.
- E) precisa de alertas constantes para não sucumbir ao medo disfarçado de virtude.
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